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O preço do IPv4 continua subindo — e o que isso muda para o seu projeto
Endereços IPv4 são um recurso esgotado; entenda por que ficam mais caros e como planejar seus blocos.
Publicado em 11 de agosto de 2026

Os endereços IPv4 acabaram oficialmente há anos, mas a demanda não parou de crescer. O resultado é um mercado secundário aquecido, com o preço por endereço subindo de forma consistente — custo que, inevitavelmente, chega ao consumidor de serviços de hospedagem.
Por que o IPv4 ficou caro
São cerca de 4,3 bilhões de endereços possíveis, número que parecia infinito nos anos 80 e hoje não atende nem a fração dos dispositivos conectados. Sem estoque novo nos registros regionais, quem precisa de endereços compra de quem tem sobrando — e blocos grandes viraram ativo financeiro.
Como isso afeta quem contrata hosting
- IP adicional deixou de ser brinde: provedores cobram mensalidade por endereço extra, refletindo o custo real do recurso.
- Justificativa técnica: pedidos de blocos maiores exigem justificativa, seguindo as políticas dos registros regionais como o LACNIC.
- Reputação importa: um IP "queimado" por spam de um dono anterior pode dar trabalho; provedores sérios monitoram blacklists.
Estratégias para não sofrer
Primeiro, dimensione com honestidade: a maioria das aplicações vive bem com um único IPv4 e um proxy reverso na frente. Segundo, adote IPv6 desde já — o custo é praticamente zero e boa parte do tráfego móvel brasileiro já trafega nativamente em v6. Terceiro, se sua operação depende de muitos endereços (e-mail transacional, revenda, BGP próprio), trate os blocos como ativo estratégico: mantenha registros de uso, cuide da reputação e avalie o custo do bloco /24 no orçamento anual.
O IPv4 não vai ficar mais barato. Planejar agora é o que separa um custo administrável de uma surpresa no contrato do ano que vem.